Quando Jesus nos disse que devemos nos assemelhar ás crianças; imagino que alguém deu o mesmo conselho universos a fora e algumas raças até abusaram em equilibrar inteligência com candura.
Meu amigo ET é deliciosamente ingênuo e ás vezes tem cada tirada.
Dia destes me perguntou o que era ruminante – expliquei – e ele saiu-se com esta: Vou te ajudar a ser um ruminante pensador.
Não sei como ele entende isso; mas, que fico dias a matutar com suas colocações; isso, fico.
Ele acha estranho que fiquemos tão orgulhosos em quebrar regras.
A dúvida dele: Regras são feitas para serem violadas?
Lá no mundo dele as regras são reajustadas, se necessário – nunca violadas.
Ele concorda que estar submetido o tempo todo a sistemas de regras externas representa perigo á integridade do ser. E que tentar viver sem nenhum tipo delas gera conflitos externos constantes e inúteis.
Cá entre nós primeiro contato que a criança tem com normas e regras é na vida em família – quando elas existem e são respeitadas; claro – depois somam-se as da escola e vida social.
Ele está ficando engraçadinho; está ficando contaminado: acha difícil que tenhamos alta deste manicômio em que transformamos a Terra.
Diverte-se com nossos paradoxos: crianças não aprendem nem respeitam regras pelo excesso delas.
Casas sem regras, filhos sem senso de limites; no entanto, muitas crianças não os tem devido ao excesso deles, pois ouvem dezenas de: Não! Não pode! Não mexe aí! - sem conteúdo ou explicação clara, simples e lógica; logo o sim e o não tornam-se quase a mesma coisa.
E para piorar as coisas: quem cria as regras é o primeiro a desrespeitá-las.
Tenho até medo quando ele aparece; mesmo que ele não queira a minha auto estima planetária vai por água abaixo.
Mas, um dia espero que possa dar o troco – mostrar algo que fazemos aqui que ao menos seja parecido com o que eles fazem lá.
Mas:
Ruminante pensador – essa vai ter troco.